Varejo e Inteligência Artificial

Postado por DBC Company Em: Capacitação, Tecnologia Sem comentarios

A acirrada disputa cliente a cliente no varejo é uma característica latente desse mercado. A tentativa de conquista de cada consumidor individualmente é um trabalho árduo no qual cada vitória conta muito nos balancetes finais. As rigorosas metas dessa indústria fomentam a constante busca por melhoria de desempenho e, logo, a inovação é uma necessidade constante. Big Data, por exemplo, já é um processo amplamente adotado pelas empresas líderes. Mas, diante da competição que não cessa, como inovar mais? Ou, em último caso, como melhorar ainda mais as técnicas já empregadas?

O Aprendizado de Máquina (Machine Learning) é um sub-ramo da Inteligência Artificial com grande potencial de uso no varejo. Se por um lado processos de data mining estão focados em descobrir padrões prévios de comportamento através de toda a massa de dados adquirida, o aprendizado de máquina pode utilizar essa mesma massa de dados para “olhar para frente” e inferir novos comportamentos e tendências, por exemplo. Essa habilidade pode melhorar os sistemas que sugerem novos produtos para os clientes de acordo com seus perfis, mas também podem auxiliar as equipes que compram novos produtos para os estabelecimentos, por exemplo. Técnicas como essa são utilizadas pela Amazon, assim como pelas as gigantes de pesquisa on-line Google e a chinesa Baidu que combinam esses processos com outras técnicas para inferirem as predileções dos seus usuários.

A alta competição nessa indústria também é combatida pela diminuição de custos e, nesse assunto, a inteligência artificial pode ajudar também. Em geral, no que tange o processo de controle e distribuição de estoque, os varejistas projetam ter produtos corretos em momentos determinados. Quais produtos devem ser comprados? Quando? Quantos? Em quais estoques devem ser armazenados? Quais os estoques mais eficientes em termos de deslocamento de entrega levando em conta a possível/provável demanda dos produtos? Essas são perguntas que sistemas inteligentes podem responder ou, se a resposta deles não é definitiva, eles podem fornecer dados e estatísticas sobre as quais usuários chave desse setor podem tomar como base para decidirem. Escolhas feitas com esse tipo de auxílio tendem a diminuir o acúmulo de produtos em estoque, por exemplo, cortando custos e aumentando a eficiência do setor.

A própria experiência de compra dos clientes pode ser modificada com o uso de IA, especialmente em ambientes on-line. Hoje a maioria dos chatbots são limitados as comparações de preços e coleta de dados dos clientes, porém a evolução desses sistemas está em constante estudo e desenvolvimento. Os pesquisadores do MIT Robert  Guttman e Pattie Maes já apresentaram, ainda em 1998 quando a internet começava a se dissipar com maior propagação, um artigo (1) com técnicas de negociação que sistemas autônomos poderiam implementar junto aos consumidores on-line com o objetivo de fornecer um atendimento personalizado e com maior chance de conversão da venda.  A fabricante de roupas North Face (2) alega ter aumentando significativamente as vendas de seu e-commerce após adotarem a plataforma IBM Watson, por exemplo. Segundo a empresa, as novas propagandas direcionadas teriam aumentando em 60% o número de cliques já o site em si teve 75% a mais de vendas concretizadas.

Se por um lado o varejo é amplo e cheio de necessidades, as possibilidades de soluções através da Inteligência Artificial também são. A união entre esses dois campos é um caminho sem volta do qual ambos devem se beneficiar.

Por Giovanni Caprio, Desenvolvedor de Sistemas da DBC.

giovanni.neto@dbccompany.com.br

1 – http://alumni.media.mit.edu/~guttman/research/pubs/amet98.pdf

2- https://www.modev.com/blog/heres-how-north-face-boosted-conversions-using-ai

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