Conheça o DBC Full Experience

Postado por DBC Company Em: Agile, Great Place to Work, Metodologia Ágil, Tecnologia, Web Design & UI Sem comentarios

Em pleno século 21, não é mais possível pensar em desenvolvimento de sistemas preso a ideias do passado. É necessária uma atualização constante de pensamentos complexos e alternativas inovadoras. Com esses diretrizes em mente, nós somamos 23 anos de experiência junto às melhores práticas que existem atualmente. Esta proposta nos levou a ir além do processo, tornando possível uma experiência completa que ocorre continuamente, combinando Design Thinking, UX/UI, Agile, DevOps e mais: o DBC Full Experience.

O DBC Full Experience está em evolução constante e inclui desde a Inception até o suporte, passando por métodos ágeis e práticas de desenvolvimento. Assim, há uma nova forma de enxergar o software e proporcionar a nossos clientes maior valor agregado e ganho de performance nos negócios.

Para começarmos, vamos falar sobre o nosso processo de Inception, como nós realizamos a inserção dos desenvolvedores e stakeholders no projeto, gerando um time sólido e alinhado ao mesmo objetivo.

Agile Inception DBC

O principal objetivo de uma Inception é chegar ao MVP (Produto Mínimo Viável) que será produzido já nos primeiros dias de desenvolvimento. Nossa Agile Inception foi criada com base em projetos já realizados, e é normalmente realizada durante um período de “Discovery Sprint”, fundamental para remoção de impedimentos, configurações, dentre outras coisas.

Para que a Inception tenha um bom resultado é necessário que sejam reunidas pessoas das mais diversas áreas que serão impactadas pelo projeto. Não existe um número exato de pessoas para participar, mas as turmas costumam variar entre 8 e 12 pessoas.

Mas quem deve participar da Inception?

Profissionais de diferentes áreas de atuação envolvidas no que será produzido, incluindo alguns desenvolvedores para que haja também opiniões técnicas na condução do processo. Com isto, começamos definindo quem serão os participantes.

A Agile Inception não tem uma regra, fórmula ou ordem em que as ferramentas devem ser utilizadas. Cada time tem suas peculiaridades e cada projeto suas necessidades. Para facilitar o seu entendimento, nós vamos fazer um passo-a-passo tornando o processo mais amigável para você compreender e aplicar.

Brainstorming

Vamos começar nossa Inception com um Brainstorming e Mapa de Sistemas/Atores. O brainstorming é uma atividade desenvolvida para explorar o potencial de criatividade dos participantes.  Para aplicar é necessário um espaço vazio (papel pardo, quadro branco ou uma parede) e muitos “Post Its”. Com todos participantes em pé ao redor da parede comecem a colocar nos “post its” todos insights relacionados ao projeto a ser desenvolvido. Não existe limite de ideias nem de tempo, isso vai depender do tempo que você tem disponível. Após colar todas as ideias é hora de começar a organizar esses insights por grupos de interesse, chamamos isso de Mapa de Sistemas/Atores. Essa organização permite que seja possível entender melhor tudo que foi gerado.

Proto-personas

Brainstorming gerado, hora de começar a pensar em quem vai utilizar o produto final e o que essas personas sentem. Proto-personas é uma forma mais rápida e barata que a geração de Personas por não envolver pesquisas de mercado antecipadas, entrevistas e muitas outras coisas onerosas que ocorrem na geração das personas tradicionais. Para isso, utilizamos  dinâmicas e debates focados nas principais características e desejos dos próprios participantes logo no primeiro momento da Agile Inception. Estas dinâmicas também servem para que os participantes tenham a empatia necessária com aqueles que precisam daquilo que será desenvolvido, para conseguir entender as situações e premeditar as dificuldades e percalços que surgem em seu caminho, bem como no seu dia a dia.

Dores

Após gerarmos as personas somos capazes de identificar suas dores. Quais as dificuldades precisam ser sanadas, qual o motivo real de necessitarem deste produto e, assim, entendermos o que precisa ser resolvido. Uma boa parte destas dificuldades normalmente já são conhecidas dos participantes, mas muitas delas são esquecidas e outras só são descobertas ao utilizarmos o processo criativo, ao estimularmos a imaginação e efetuarmos a inserção de todos no ambiente de atuação deste produto.

Neste momento, olhamos novamente para o Brainstorming e identificamos as dores que foram geradas inicialmente. Agora, “Post It” e caneta na mão são muito importantes, crie novas dores se for necessário e não deixe de escrever nenhuma ideia, todas ideias são válidas.

A partir de todas as dores levantadas conseguimos entender muito melhor aquilo que precisa ser feito, e com este entendimento logo no início conseguimos agilizar mais aquilo que será feito no final da Inception: quais insights são de maior prioridade. Novamente, podemos usar o Brainstorming e coletar de lá as ideias geradas no início para estimular a criatividade e gerar novos insights.

Os participantes devem escrever pequenos números nos “post its” de cada insight para então relacionar o mesmo a uma dor. Esta fase só termina quando todas as dores possuírem uma ou mais numerações que correspondam a funcionalidades, mesmo que algumas destas funcionalidades possa a ser descartada no futuro.

Jornadas

A conclusão dos insights nos dá ferramentas suficientes para iniciar o processo de criação das jornadas, que devem seguir todo processo de trabalho dentro e fora do sistema em questão. A construção de uma jornada abrange o que acontece antes de iniciar o sistema até a conclusão das tarefas que as personas irão realizar no futuro. Uma Inception pode gerar mais de uma jornada, essas definições dependem do tamanho do projeto e/ou da jornada que ele vai gerar.

Protótipos
Agora que já mapeamos todos os passos do usuário dentro do produto, chegou o momento de gerar os primeiros modelos. Os protótipos ajudam a aplicar os insights em um modelo funcional do produto sem nenhuma linha de código ser escrita. Estes modelos nos ajudam a entender se as ideias são válidas e também podem ser testadas com usuários reais. Não existem regras para gerar os protótipos, podem ser desenhos em papel ou até mesmo modelos de protótipos em alta fidelidade em ferramentas próprias para geração dos mesmos. Tudo vai depender do seu tempo e ferramentas disponíveis.

MVP

Nesta etapa, vamos mapear a MVP (Mínimo Produto Viável), que será trabalhada na primeira Sprint. Neste momento é necessário que o cliente comece a levantar os itens que gostaria de receber ao final da primeira Sprint. Em paralelo, o time de desenvolvimento deve validar quais desses itens são viáveis para a primeira entrega do time.

Cronograma

Estamos chegando ao final da Inception, agora precisamos voltar nossos olhares ao brainstorming e tudo que ficou em aberto. Vamos começar a organizar nosso backlog e estimar datas para as atividades que sobraram. Este processo é apenas para estimar as atividades, com o passar das sprints, já é esperado que as atividades aumentem e/ou sejam repensadas.

Após finalizar esse processo, hora de fazer um break, reúna o time e saia para um happy hour, o próximo encontro vai ser para iniciar a produção. Nada melhor do que começar com o pé direito.

A imersão realizada até agora serve como base para o desenvolvimento de um produto. Agora já é possível detalhar melhor itens para o Backlog do Produto e deixar tudo pronto para a Sprint #1.

Quer saber mais? Fiquem ligados aqui no Blog DBC que no próximo post vamos contar mais detalhes das outras etapas do processo do DBC Full Experience.

 

Por Alexandre Fiorentin, Agile Coah e Rafael Oliveira, Analista de Inovação DBC Company.

alexandre.fiorentin@dbccompany.com.br

rafael.oliveira@dbccompany.com.br

 

7 Likes