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Não confunda BI com AI, por favor. Que tal misturar?

Escrito por Giovanni Caprio
 em 25 de setembro de 2019

Por vezes as nomenclaturas do mundo da tecnologia podem gerar confusão e o mesmo acontece com as abreviações. Pensar que BI e AI representam a mesma coisa tem se tornado um erro comum, especialmente pela característica de ambos de lidarem com grandes quantidades de dados. Mas o fato simples e direto é que “Business Inteligence” não é a mesma coisa que “Artificial Inteligence”.

Para estabelecer um limiar entre os conceitos, Business Inteligence é um processo composto por um conjunto de técnicas de organização, coleta, análise, monitoramento e compartilhamento de dados com o objetivo de gerar um conjunto de informações para a gestão de negócios. Por outro lado, Artificial Inteligence, como explicado por Peter Norvig e Stuart Russel*, é uma ciência que abrange uma grande quantidade de subcampos, desde áreas de uso geral, como aprendizado e percepção, até tarefas específicas como demonstração de teoremas matemáticos. Para simplificar, de forma mais sucinta, AI é “a arte de criar máquinas que executam funções que exigem inteligência quando executadas por pessoas”, como resumiu o inventor e futurista Raymond Kurzeweil.

Apesar de distintos, BI e AI são complementares e tendem a caminhar cada vez mais próximos, sendo ambos fundamentais para os processos decisórios. Recentemente, Elif Tutuk, diretora Sênior e vice-presidente de pesquisa a Qlik Research, uma das maiores empresas de BI do mundo, declarou que o setor pode ser dividido em três gerações: sistemas passivos, democratização de dados para governança e BI auxiliado por AI.

O primeiro período mencionado pela pesquisadora nos remete há 20 anos atrás, quando os dados estavam concentrados em setores de TI e não existiam processos de coleta contínua. Obviamente o compartilhamento da informação era comprometido. Posteriormente, o segundo período já pode ser considerado como a ‘era moderna’ do BI, no qual os setores de governança têm pleno acesso aos dados gerados pelas companhias e podem enriquecer seus processos decisórios com informações coletadas para diferentes cenários de forma contínua. Uma importante característica dessa fase é a capacidade de adaptação da coleta de informações para novos insights e novos produtos. Por fim, a terceira geração do BI está recebendo um poderoso aliado: inteligência artificial.

Utilizar AI com BI não é uma forma de substituir o BI, mas sim de tonificá-lo e aumentar sua qualidade informativa para, por fim, aumentar a compreensão humana sobre o que está sendo avaliado. Esse é um processo conhecido como ‘Augmented intelligence’ (ou ‘intelligence augmentation’) que basicamente consiste em complementar a cognição de pessoas sobre determinado tema. Em outras palavras, ao passo que o BI extrai e organiza grandes quantidades de dados, processos de inteligência artificial processam, compreendem e correlacionam essas informações em busca de novas perspectivas e insights. O resultado disso é um leque mais amplo de informação detalhada, relacionada, inferida e disponível para as áreas de governança.

Diferentemente de outros processos que utilizam AI e “diminuem empregos”, a terceira geração do BI é o oposto. Incluir AI nos processos de BI exige a inclusão de pessoas capacitadas para preparar os dados e proporcionar ao sistema a capacidade de aprendizado de forma completa, e não apenas de pequenos cenários do negócio. Somente dessa forma será possível extrair o real potencial dessa nova fase do BI, pois ao passo que os seres humanos têm a capacidade de intuir por conhecerem o ambiente e as peculiaridades de onde estão inseridos, os sistemas de AI precisam ser estimulados a desenvolver essa capacidade para aprender pelos ‘inputs’ dos usuários e adaptarem seus algoritmos de acordo para extrair a informação desejada.

Além da necessidade de profissionais para preparar os dados e as formas de interpretação, a terceira fase do BI necessitará que o usuário final também tenha um perfil diferente, pois ele deverá estar preparado para novas formas de interpretação, novas expectativas de tipos de resultados e o que esses novos insights podem trazer para as companhias e mercados em que atuam.

*Peter Norvig e Stuart Russel são autores de um dos principais livros sobre inteligência artificial: Artificial Intelligence: A Modern Approach.

Por Giovanni Caprio, Desenvolvedor de Sistemas da DBC.

giovanni.neto@dbccompany.com.br

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