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Práticas de acessibilidade

Escrito por Rafael Oliveira
 em 13 de agosto de 2021

Em 2016 o blog accessibility.blog.gov.uk, que pertence ao governo do Reino Unido, publicou um material muito interessante com posters sobre acessibilidade e várias dicas de boas práticas. O material foi todo desenvolvido pela designer Karwai Pun. 

Eu particularmente achei o material incrível e apesar de já possuir 5 anos de idade, está super atual para nosso cenário de desenvolvimento de produtos digitais. Então, nada mais justo do que traduzir e compartilhar essas práticas com nossa comunidade. 

Os posters foram criados para trazer as melhores práticas de design com o objetivo de tornar acessíveis os serviços no Governo do Reino Unido. Aqui eu trouxe seis posters diferentes que atendem usuários com os diferentes espectros: Baixa visão, surdos e deficientes auditivos, dislexia, deficiências motoras, autistas e usuários de leitores de telas.
Aqui na DBC nós fizemos uma atualização nas frases, as deixando mais amigáveis e também no layout, para baixar a versão DBC atualizada: Baixar Posters

O objetivo dos posters é aumentar a conscientização sobre as boas práticas de acessibilidade com dicas simples e que podemos facilmente aplicar em nosso trabalho sem grande esforço. É muito importante ressaltar que boas práticas de acessibilidade não ajudam apenas as pessoas com algum tipo de dificuldade física ou intelectual, mas sim a todos. Um produto de qualidade e com uma boa experiência de uso, deve ser acessível, isso o torna melhor em vários aspectos.
Para ter acesso ao material original, traduzido em vários idiomas, acesse o link: GitHub

Práticas de acessibilidade:

Critérios:

  1. Espectro Autista
  2. Leitores de Tela
  3. Baixa Visão
  4. Deficiência Física ou Motora
  5. Deficientes auditivos ou Surdos
  6. Usuários com Dislexia
  1. Projetando para usuários no espectro autista

Fazer

  • Use cores simples;
  • Escreva com uma linguagem simples;
  • Use frases e marcadores simples;
  • Tornar os botões descritivos – por exemplo: Anexar arquivos;
  • Crie layouts simples e consistentes.

Não faça

  • Não use cores contrastantes brilhantes;
  • Não use figuras de linguagem e expressões idiomáticas;
  • Não crie uma parede de texto;
  • Não torne os botões vagos e imprevisíveis – por exemplo: Clique aqui;
  • Não crie layouts complexos e desordenados.
  1. Projetando para usuários de leitores de tela

Fazer

  • Descrever as imagens e fornecer transcrições para vídeo;
  • Seguir um layout linear e lógico;
  • Estruturar conteúdo usando HTML5;
  • Construir apenas para uso do teclado;
  • Escrever links descritivos e cabeçalho – por exemplo: Entre em contato conosco.

Não faça

  • Não mostrar apenas informações em uma imagem ou vídeo;
  • Não espalhar conteúdo por toda uma página;
  • Não confiar no tamanho e posicionamento do texto para estrutura;
  • Não forçar o uso do mouse ou da tela
  • Não escreva links e cabeçalhos não informativos – por exemplo: Clique aqui.
  1. Projetando para usuários com baixa visão

Fazer

  • Usar bons contrastes e um tamanho de fonte legível;
  • Publicar todas as informações em páginas da web (HTML);
  • Usar uma combinação de cor, formas e texto;
  • Seguir um layout linear e lógico – e garantir que o texto flua e fique visível quando o texto for ampliado para 200%;
  • Colocar botões e notificações em contexto.

Não faça

  • Não usar contrastes de cores baixos e tamanho de fonte pequeno;
  • Não esconder informações em downloads;
  • Não usar apenas cores para transmitir significado;
  • Não espalhar conteúdo por toda a página – e force o usuário a rolar horizontalmente quando o texto é ampliado para 200%;
  • Não faça ações separadas de seu contexto.
  1. Projeto para usuários com deficiência física ou motora

Fazer

  • Faça grandes ações clicáveis;
  • Dar espaço aos campos do formulário;
  • Design para uso exclusivo de teclado ou fala;
  • Design com celular e tela sensível ao toque em mente;
  • Fornecer atalhos.

Não faça

  • Não faça o usuário necessitar ser preciso na tarefa;
  • Não agrupar interações juntas;
  • Não fazer conteúdo dinâmico que requer muito movimento do mouse;
  • Não faça avisos muito rápidos;
  • Não faça telas com muitos campos e rolagem em excesso.
  1. Projetando para usuários surdos ou com deficiência auditiva

Fazer

  • Escreva em linguagem simples;
  • Use legendas ou forneça transcrições para vídeo;
  • Use um layout linear e lógico;
  • Dividir o conteúdo com subtítulos, imagens e vídeos;
  • Permitir que os usuários peçam seu suporte de comunicação preferido ao reservar compromissos.

Não faça

  • Não usar palavras ou figuras de linguagem complicadas;
  • Não colocar conteúdo apenas em áudio ou vídeo;
  • Não criar layouts e menus complexos;
  • Não fazer com que os usuários leiam longos blocos de conteúdo;
  • Não faça do telefone o único meio de contato para os usuários.
  1. Projetando para usuários com dislexia

Fazer

  • Use imagens para suportar texto;
  • Alinhe o texto à esquerda e mantenha um layout consistente;
  • Considere produzir materiais em outros formatos (por exemplo, áudio e vídeo);
  • Mantenha o conteúdo curto, claro e simples;
  • Permita que os usuários alterem o contraste entre plano de fundo e texto.

Não faça

  • Não usar grandes blocos de texto pesado;
  • Não sublinhar palavras, não usar itálico ou escrever maiúsculas;
  • Não forçar os usuários a lembrar coisas de páginas anteriores;
  • Não confie na ortografia precisa – use autocorreção ou forneça sugestões;
  • Não coloque muita informação em um só lugar.

por Rafael Oliveira UX Lead
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